Após implantar protocolo preventivo, Hospital Regional do Baixo Amazonas comemora marca de 256 vidas salvas

(13/09/2021) – No Dia Mundial da Sepse, 13/9, data criada para conscientizar sobre a importância na luta contra a doença, que anualmente causa milhões de mortes em todo o mundo, foi divulgado pelo Hospital Regional do Baixo Amazonas que 256 vidas foram salvas após a implantação do protocolo sepse pela unidade.

Conhecida popularmente como infecção generalizada, a sepse é uma resposta inadequada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão do corpo.

Diante dessa resposta inadequada, que pode levar ao mau funcionamento de um ou mais órgãos, há o risco de morte se não for descoberta e tratada rapidamente. Ao contrário do que se imagina, a sepse nem sempre acontece no ambiente hospitalar.

O protocolo adotado pelo HRBA, implantado desde 2015, envolve uma série de medidas realizadas pela equipe multiprofissional que permite fazer o diagnóstico precoce da doença, auxiliando no tratamento preventivo em casos suspeitos, além de evitar a disfunção dos órgãos.

Com esse trabalho, que alcançou uma adesão de 98% de toda a área assistencial do hospital, o Regional do Baixo Amazonas diagnosticou previamente 256 pacientes com a doença, no período de janeiro a agosto de 2021. Todos receberam o tratamento necessário para a recuperação.

“Seguimos aumentando a adesão dos nossos profissionais ao protocolo de Sepse. Isso se deve as campanhas educativas que realizamos continuamente. No Dia Mundial da Sepse, não foi diferente, estivemos nos setores assistenciais reforçando ainda mais a importância do reconhecimento precoce da doença para que mais vidas possam ser salvas”, explicou a enfermeira coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH/HRBA), Sheila Oliveira.

Ainda de acordo com a profissional, “ao realizar as condutas preconizadas no protocolo, como diagnóstico precoce da infecção, coleta de exames laboratoriais e administração do antibiótico correto, é possível diminuir a letalidade e salvar a vida do paciente com sepse”.

Segundo o Instituto Latino-Americano da Sepse (ILAS), a doença tem alta mortalidade no Brasil, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30% a 40%.

Trata-se da principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer, de acordo com dados (ILAS).

Queda dos casos de sepse

No interior da Amazônia, o Hospital Regional do Baixo Amazonas está localizado em Santarém, no Oeste do Pará. A unidade, que pertence ao governo do Estado, é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde desde 2008, houve uma redução do número de mortes por sepse, passando de 16% em 2020, para 11% neste ano, índices bastante inferiores à média nacional e mundial.

Desde agosto deste ano, o Regional do Baixo Amazonas passou a ser um dos hospitais cadastrados no ILAS, para fornecimento de dados sobre sepse. A ideia é comparar índices com outras instituições de saúde, além das práticas aplicadas para entender onde é preciso mudar para melhorar ainda mais o desempenho do hospital.

“Esse resultado comprova o trabalho de uma equipe multiprofissional dedicada na busca contínua do atendimento de excelência ao paciente. Junto com o SCIH, e seguindo as diretrizes assistenciais propostas pelo Governo do Pará e Pró-Saúde nossos profissionais aderem cada vez mais aos processos assistenciais necessários para salvar vidas e garantem atendimentos de qualidade e seguro a toda à população”, destaca o diretor Hospitalar, Hebert Moreschi.

Programação – Dia Mundial da Sepse

Além dos resultados positivos, o SCHI realizou uma campanha educativa com o tema: “Pense! Pode ser Sepse” com programação nos dias 13 e 14 de setembro.

Entre as atividades, foram realizadas dinâmicas com o tabuleiro da prevenção, onde o colaborador aprende sobre sepse de forma lúdica. A unidade também promoveu o lançamento de uma paródia intitulada “Previna a Sepse no HRBA”, faixa introduzida na programação musical da rádio hospitalar da unidade, projeto pioneiro no país.

Com atendimento em 40 especialidades médicas, sete multiprofissionais e 37 Serviços de Apoio e Diagnóstico Terapêutico (SADT), o Regional do Baixo Amazonas é referência em Oncologia, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia, Terapia Renal Substitutiva e Covid-19.

Realizando atendimentos de média e alta complexidades para 1,3 milhão de pessoas no oeste do Pará, a unidade faz parte de um seleto grupo no Brasil certificado com a ONA 3 – Acreditado com Excelência, selo de qualidade que, há 6 anos, tem sido concedido ao hospital pela ONA (Organização Nacional de Acreditação).