No primeiro ano da pandemia, Hospital Regional do Baixo Amazonas realiza mais de 400 mil atendimentos em especialidades não ligadas à Covid-19

Referência em alta complexidade, o HRBA mantém o funcionamento de seus serviços, entre eles: Oncologia, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia

(01/04/2021) – Pacientes que precisam realizar quimioterapia, transplante de rins, cirurgia ortopédica, entre outros tratamentos não podem esperar. Mesmo em ano de pandemia, o Hospital Regional do Baixo Amazonas realizou mais de 418.578 mil atendimentos em especialidades não ligadas à Covid-19.

Os dados do HRBA reúnem os números assistenciais do período entre março de 2020 a fevereiro de 2021. Com atuação no tratamento de casos graves da Covid-19, o hospital também é referência em média e alta complexidades em mais de 40 especialidades médicas.

Mesmo durante a pandemia, a unidade se mantém oferecendo assistência em saúde à população em áreas como Oncologia, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia e Terapia Renal Substitutiva. Por dia, são diferentes exames, consultas, cirurgias, terapias e internações voltadas à população.

Além do tratamento em casos de Covid-19, o Regional do Baixo Amazonas conta com 74 leitos assistenciais envolvendo outras doenças. Com diferentes especialidades, atuam no HRBA 1.600 profissionais entre médicos e uma completa equipe multiprofissional, de apoio e administrativa, que realizam mais de 70 mil atendimentos por mês.

Reconhecido entre os melhores hospitais públicos do Brasil, o HRBA é certificado com a ONA 3, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), principal avaliadora da qualidade de serviços de saúde no País.

O hospital, que pertence do Governo do Pará, é gerenciado desde 2008 pela entidade filantrópica Pró-Saúde, por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).

“Este hospital tem uma função clara de atendimento de alta complexidade, que é contínuo. Somos referência no tratamento de Covid-19 e nos mantemos aqui, atendendo outras especialidades”, comenta Marcos Fortes, diretor Clínico e Coordenador do Serviço de Oncologia do HRBA.

Para Fortes, apesar da pandemia, “pessoas continuam tendo outras patologias que precisam ser cuidadas”, comenta.

No período da pandemia, a gestão da Pró-Saúde no HRBA buscou estratégias de prevenção e segurança de usuários e profissionais para a continuação do trabalho em larga escala.

Considerando apenas pacientes externos, foram realizados um total de 48.994 consultas médicas, por meio do ambulatório de especialidades.

De acordo com Alberto Tolentino, cirurgião geral e chefe da equipe cirúrgica de transplante, apesar das dúvidas trazidas com a Covid-19, não houve paralisação dos atendimentos de outras especialidades, apenas a reorganização dos serviços.

“No início da pandemia, no meio das incertezas, em concordância com as recomendações de segurança, reorganizamos alguns procedimentos, pois o serviço em saúde em todo o Brasil funcionou com limitações em virtude do coronavírus, mas não paralisamos”, pontua.

O cirurgião destaca como maior evidência deste trabalho o transplante de rins. “Esse serviço, que de fato parou em todo o País, foi retomado aqui no Pará pelo Regional do Baixo Amazonas, ainda em junho de 2020”, concluiu.

Avaliação dos pacientes

O HRBA presta serviço 100% referenciado, atendendo a demanda originária da Central de Regulação do Estado, sendo referência no Norte do Brasil no tratamento de pacientes com câncer.

No primeiro ano da pandemia, de acordo com o Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT) da unidade, foram realizados 321.894 exames e sessões terapêuticas. Em muitos casos, são pacientes que realizam acompanhamento na unidade e que precisam passar por consultas periodicamente.

É o caso da paciente Océlia Maria Marreira Lima, de 58 anos, que faz acompanhamento no ambulatório de oncologia, devido a um câncer de mama. A aposentada representa a importância da continuidade no tratamento.

“Eu descobri o câncer em 2017, fiz cirurgia, passei por quimioterapia, radioterapia, e estou na fase acompanhamento, precisando vir até o hospital a cada três meses para fazer consultas, exames e monitorar minha saúde. O hospital não parou e eu pude continuar sendo atendida, sem atrasar meus exames”, conta.

Em plena pandemia, no período entre março de 2020 a fevereiro de 2021, o HRBA realizou 9.214 sessões de quimioterapia e 31.497 sessões de radioterapia.

“No primeiro ano da Covid-19 no Brasil, diante dos desafios encontrados em toda a rede de saúde do País, conseguimos demonstrar o nosso trabalho e seguir prestando assistência de segurança aos nossos usuários, que não poderiam e não podem ter seus tratamentos interrompidos”, finaliza Epifanio Pereira, diretor Técnico do HRBA.

Além da certificação ONA 3, o Regional do Baixo Amazonas conquistou o 1º lugar no Seminário de Segurança do Paciente e Acreditação em Saúde, ao reduzir em mais de 50% a incidência infecções na Unidade de Terapia Intensiva (UTI Adulto).