Hospital Regional de Santarém recebe medalha da Alepa

Médico nefrologista Emanuel Esposito recebe honraria do deputado estadual Jaques Neves (Foto: Divulgação/Alepa)

Ação foi um reconhecimento aos serviços de captação de órgãos e transplantes da unidade

(16/09/2019) – O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, recebeu nesta segunda-feira (16), a Medalha Solidariedade para Doadores de Órgãos e Tecidos, em sessão solene no Plenário Newton Miranda da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em Belém. A homenagem ocorreu em comemoração ao “Setembro Verde”, em reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos pela instituição que superou este mês a marca de 50 transplantes.

O responsável técnico pelo serviço de transplantes da unidade, médico nefrologista Emanuel Esposito, representou o hospital, que em 2010 deu os primeiros passos para o sonho de fazer captação de órgãos em Santarém.

Diante das dificuldades de inserir na fila do transplante, pacientes renais crônicos que eram atendidos no setor de Hemodiálise do HRBA, a equipe vislumbrou a oportunidade de realizar o procedimento na cidade. A partir daí instituiu a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), que começou a trabalhar na busca de doadores e na aptidão do hospital para fazer o diagnóstico de Morte Encefálica (ME). Isso possibilitou que as famílias dos pacientes falecidos com ME fossem entrevistadas e pudessem autorizar a doação dos órgãos.

A primeira captação de múltiplos órgãos no HRBA – unidade pública de saúde do Governo do Estado do Pará e gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar – ocorreu em 2012 e foi realizada por uma equipe de fora do município, com participação dos profissionais da unidade.

A partir daí o serviço foi aperfeiçoado e a CIHDOTT se tornou Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) – atualmente a de Santarém é a única em funcionamento no Pará, segundo Esposito. “Começamos a colher os frutos de um trabalho iniciado há 10 anos. Um trabalho que no início foi muito difícil, pois estamos em uma cidade do interior, longe da capital Belém, mas conseguimos convencer e mostrar para os gestores que Santarém, e a Região do Baixo Amazonas, precisava ser atendida por essa modalidade de tratamento e que nós, além de precisar, temos a capacidade de resolver”, destacou Esposito.

O primeiro transplante de órgãos no Hospital Regional ocorreu em 2016, a partir de um doador vivo. No ano seguinte, em 2017, foi realizada a primeira captação de órgãos com uma equipe própria da unidade, e em 2018 o primeiro transplante renal feito de doador falecido. Atualmente, o hospital alcançou a marca de 51 transplantes realizados e 149 captações de órgãos.

“Temos um hospital muito bem estruturado e gerenciado, com profissionais competentes para fazer todo serviço que envolve transplante. Essa medalha contempla um reconhecimento dessa nossa capacidade, engajamento e esforço. É um trabalho que está ecoando e se perpetuando”, comemorou Espósito ao receber a medalha em Belém.

Para o diretor hospitalar do HRBA, Hebert Moreschi, este reconhecimento por meio da Alepa demonstra o crescimento da atuação da unidade em toda a região Oeste do Pará. “Conseguimos fazer a diferença na vida das pessoas. São mais de 50 transplantes realizados, 50 pacientes a menos no leito de hemodiálise. São quase 150 órgãos captados, que puderam salvar a vida de pessoas que estavam na fila esperando por um transplante de órgãos em vários locais do Brasil. Os números crescem a cada dia, e temos a certeza que a população está sendo assistida com qualidade, segurança, e principalmente, com assistência humanizada”, finalizou Moreschi.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros – a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativo, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.